terça-feira, 24 de maio de 2011

De perto

Nem toda
dor
é desamor.
Nem toda
cura
é aspirina.
Nem todo
verbo
é palavra.
Nem toda
alegria
é garantia.

A noite anterior

Na cama
lençois amassados.
No travesseiro
outro cheiro.
Na boca
o gosto.
No corpo
mãos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Espera(nça).

O homem sentado no canto acredita.
Teria ele motivos para se desesperar?
Se tudo conspira contra:
perdeu o emprego
a mulher
a cabeça.
Quantos dias ainda até tudo terminar?
Ele só queria entender,
mas acabou só:
sentado no banco
no canto
acreditando.
E quem vai dizer que não?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Diariamente

Chega segunda-feira:
cor de tristeza
gosto amargo
cheiro de poeira.
 Vá logo embora, segunda-feira.
Ah! se fosse só você meu problema.

Caminhos

Entre as
idas
e vindas
do meu coração,
pontos de
partida
e chegada
sem uma direção.