noite passada
já era quase madrugada
eu fui agarrada
por uma história já contada
um segundo descuidada
e eu fui desejada
mesmo estando embriagada
sabendo que não daria nada
foi uma relação devotada
situação delicada
entrega apaixonada
até me deixou assustada
noite passada
uma tentativa e mais nada
e eu já não me sentia abandonada.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A carta na garrafa
Sempre que via o amor chegar,
os ventos mudavam de direção.
Desde que você chegou,
fiquei perdida sob sua orientação.
Já nem sei se o que sinto
é amor, desejo, medo ou paixão.
Tudo bem não sabermos o que fazer,
continuaremos seguindo o coração.
os ventos mudavam de direção.
Desde que você chegou,
fiquei perdida sob sua orientação.
Já nem sei se o que sinto
é amor, desejo, medo ou paixão.
Tudo bem não sabermos o que fazer,
continuaremos seguindo o coração.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Para se fazer poema
Fumaça entrando e saindo
entrando e saindo
Ideias entrando e saindo
entrando e saindo
Palavra escrita saindo
matéria prima, bruta, saindo
entrando e saindo
Ideias entrando e saindo
entrando e saindo
Palavra escrita saindo
matéria prima, bruta, saindo
domingo, 2 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
Um conto para dar conta
O meu amor me deixou como quem sai para comprar cigarros e não volta mais.
De repente, eu não o satisfazia. O café frio na mesa permanece lá, materializando o abandono. E meu corpo jogado no sofá se recusa a qualquer tentativa desesperada de reação. Já se passaram horas e eu nem lembro mais que dia é hoje.
Já não tenho mais lágrimas. Desperdicei todas numa tentativa enlouquecida de fazê-lo ficar. Gritei; implorei. Não adiantou. Em que lugar da nossa história não bastou este amor? Todos os planos, as promessas, os pedidos e os apelidos foram atropelados. E eu me dei tanto a esta história que já nem sei quem sou na sua ausência. Estou líquida, escorrendo pelo chão da sala, junto com estas palavras derretidas. A sala, nosso último cenário. Ele foi embora pelo corredor.
O apartamento nunca foi tão grande e tudo o que eu quero é evaporar.
Eu, que nem mesmo percebi mudanças. O telefone continua tocando ao fundo. Sei que não é ele, não vou atender. O tempo passando e me levando junto.
Perdoem-me as lástimas, mas eu só sei fazer dor deste fim.
De repente, eu não o satisfazia. O café frio na mesa permanece lá, materializando o abandono. E meu corpo jogado no sofá se recusa a qualquer tentativa desesperada de reação. Já se passaram horas e eu nem lembro mais que dia é hoje.
Já não tenho mais lágrimas. Desperdicei todas numa tentativa enlouquecida de fazê-lo ficar. Gritei; implorei. Não adiantou. Em que lugar da nossa história não bastou este amor? Todos os planos, as promessas, os pedidos e os apelidos foram atropelados. E eu me dei tanto a esta história que já nem sei quem sou na sua ausência. Estou líquida, escorrendo pelo chão da sala, junto com estas palavras derretidas. A sala, nosso último cenário. Ele foi embora pelo corredor.
O apartamento nunca foi tão grande e tudo o que eu quero é evaporar.
Eu, que nem mesmo percebi mudanças. O telefone continua tocando ao fundo. Sei que não é ele, não vou atender. O tempo passando e me levando junto.
Perdoem-me as lástimas, mas eu só sei fazer dor deste fim.
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